Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de fevereiro, 2018

CAUSO: CALENDÁRIO REFORMADO

Autor: Agnaldo Tavares Gomes                                         (2011) Na terra do Gonzaga Um cabra atinado Apercebido o errado Na soma do calendário Atinou que doze é doze E não dez como é escrito Janeiro não é primeiro Mas é antederradeiro É que o tal do matemático Perdido na contaria Esqueceu que doze é doze Deu começo a prosaria. Eu acho no matutar Que ele bateu com as bolas Quando empreitava contar Os meses calendário. E no achocalho do coco O cabra ficou zureta Misturou as conta toda E anotou na caderneta Janeiro fevereiro março Abriu maio junho Julho agosto num acho Que setembro pode ser nove Setembro é setembro Senão seria novembro Assim como outubro é oito E dezembro é dezembro. Pra consertar o errado Eu modesto paciente Reformei o calendário Pro jeito mais coerente. Olhe só como ficou A belesura dos meses Tudo bem acomodado E ...

CAUSO: O CAPITÃO DO SERTÃO

Autor: Agnaldo Tavares Gomes                                        (2005) No sertão, onde o chão queima numa ardência de fogo qual fogueira de São João, Onde o mandacaru com bravura resiste à seca e ainda “fúlora”. Devoto de “Padim Ciço”, em Serra Talhada (Pernambuco) nasceu Virgulino. Menino aos 12, vaqueiro, aos 13, tropeiro e aos 16, cangaceiro. “Minha arma era um clarão permanente que nem lampião”. Lampião do sertão capitão do cangaço fez regaço: dançou baião em terras alheias fez dançar baião e xaxado sob o cano do rifle. Sete Estados viram o clarão do bandoleiro Lampião. Um Estado lhe deu uma fêmea, uma baiana – Maria Bonita Mulher valentona. “Maria, não grita, o filho já vem!” Maria não gritou o filho chorou nas mãos do cangaço.  “Olha o fogo do mato”! (acertou Lampião)  “É o fim do cangaço”? Lampião morre não tem fôlego de gato...

CORDEL - O REI DO CANGAÇO

Autor: Agnaldo Tavares Gomes                                        (2005) Em mil novecentos e tanto Ao sol brazeiro inclemente Do sertão de Pernambuco Um certo Chico Vicente Afamado Chico Frouxo Deu-se uma de valente Em tempo de Virgulino Capitão do cangaço Pra mais lhe da no tino O afamado Lampião O caba mais temiudo Daquela região Esse tal ccChico Vicente Adoidado de repente Mandou a Vigulino Um bilhete em remetente: Chico Vicente de Olinda Agora Chico tenente De posse do bilhete Vertigando o que dizia Assustou se de repente Gritando com ironia: Diga a ela que espere Vou curar-lhe a agonia Quere ver se tem peito De provar o que ta dito O meu nome é Viergulino Desconheço o maldito Diga a ele lá vai eu Atender seu pedido No bilhete a Virgulino Chico Vicente assim dizia: Convoco a lamparina E toda a cagaçaria Pra um combate amanhã Sob o sol do m...

CORDEL - ROMANCE POPULAR NORDESTINO

 Autor: Agnaldo Tavares Gomes                                          (2007) Amigo leitor eu peço Por caridade que tenha Que leia os versos deste Que escreve à lápis de lenha Pra compor o cordel Que a mente aos poucos desenha. E pra começo de história Vou contar a do Zé Fio de dona Constante E do senhor Rafaé Zé também conhecido Como Zé das três muié. Zé das três muié Digo ainda ao leitor Zé das três Marias Zé dos três amor Zé tresloucado Pelas três fulô. Por que o silêncio leitor Não entendeu o que eu disse Preste atenção no que vou: Zé mesmo assim era triste Queria casar com as três Mas o padre não permite. Disse o padre a Zé Pinto (sobrenome do pai):: Só pode casar com uma E nada de ai, ai, ai. Zé Pinto ficou zangado Saiu destino ao cais. No cartório de modo ao padre Disse o juiz: não minto Se quiser casar com as três Que arrume outr...